Perdido em música


Ecletismo

Bom, fazia um tempinho que eu não postava nada aqui, então, em uma hora de extrema ociosidade, resolvi escrever um texto que eu tinha em mente e não tinha tempo ou vontade de fazer. Assim sendo, Ei-lo!

Música, obviamente, é um assunto que eu gosto, por isso foi o tema escolhido para o blog. Portanto, por gostar deste assunto, por vezes me vejo entrando em discussões intermináveis sobre o tema. Em quase todas (pra não dizer em todas) soa no ar a palavra "Eclético". Sou, constantemente, taxado de preconceituoso, devido à minha suposta falta do tão pronunciado Ecletismo.

Mas o que seria Ecletismo? A palavra, segundo o dicionário, meu grande companheiro, vem do grego eklektismós e tem alguns significados, mas só um que se aproxima substancialmente da "nossa discussão": Hábito ou liberdade de escolher o que se julga melhor, na política, nas artes etc.. Dessa forma, o "ser" que é Eclético, suponho, tem a liberdade de escolher o que julga melhor nas artes, incluindo a música. Confesso, sinceramente, não foi muito difícil estabelecer essa linha de raciocínio e, tenho certeza, qualquer um que use um pouquinho que seja do cérebro consegue fazê-lo sem maiores problemas.

Concluindo rapidamente, essa definição afasta em definitivo o conceito de que eclético é aquele que ouve de tudo. Aliás, essa frase é bem ambígua, afinal, mesmo sendo taxado de preconceituoso, eu ouço de tudo. Prova maior é este blog, que já teve textos sobre samba, rock nacional e internacional, jazz, música erudita, entre outros estilos. O grande problema é que, na maioria das vezes, a frase "ouvir de tudo" é entendida como "ouvir qualquer coisa". Na boa, não sou obrigado a consumir todo lixo que jogam no meu colo (ou nos meus ouvidos) através do rádio e da televisão. Veja bem, não estou falando que não tenha nada que preste e que toque nesses programas (embora essa combinação seja raríssima), nem que sou um tipo de maluco fanático alucinado contra o sistema que vai buscar suas influências na música Transcaucasiana do século XVI, mas, definitivamente, o meu gosto não bate com o do Faustão!

Assim sendo, este texto, embora pareça bem mais estúpido do que realmente é, foi a maneira que eu encontrei de defender a liberdade de expressão, que inclui a crítica. Se eu não gosto de algo, estou mais do que no direito de criticá-lo, ainda mais se o fizer com fundamento. Portanto, o meu pedido não entra nem no mérito de respeitar ou não o gosto musical alheio (isso é tema para outra discussão), e sim em deixar que cada um ouça o que gosta e o que lhe faz bem.



Escrito por Igor Antunes Penteado às 11h04
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