Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Estou inconformado com uma matéria que li na Caros Amigos de maio corrente. Nela, João de Barros, o autor da dita cuja, da uma AULA de jornalismo, mas não foi isso que causou minha indignação, obviamente. O que mais choca em "Guerra suja na cidade intolerante" é o fato de que coisas absurdas acontecem sob os nossos narizes todos os dias e sequer notamos. A passividade com que assistimos a certos acontecimentos, me enoja. Tenho raiva do nosso modo de pensar egoísta e de impávida superioridade.
Classe Média Max Gonzaga
Sou classe média Papagaio de todo telejornal Eu acredito Na imparcialidade da revista semanal Sou classe média Compro roupa e gasolina no cartão Odeio “coletivos” E vou de carro que comprei a prestação Só pago impostos Estou sempre no limite do meu cheque especial Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual Mais eu “to nem ai” Se o traficante é quem manda na favela Eu não “to nem aqui” Se morre gente ou tem enchente em itaquera Eu quero é que se exploda a periferia toda Mas fico indignado com estado quando sou incomodado Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão O pára-brisa ensaboado É camelo, biju com bala E as peripécias do artista malabarista do farol Mas se o assalto é em moema O assassinato é no “jardins” A filha do executivo é estuprada até o fim Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal E eu que sou bem informado concordo e faço passeata Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal Porque eu não “to nem ai” Se o traficante é quem manda na favela Eu não “to nem aqui” Se morre gente ou tem enchente em itaquera Eu quero é que se exploda a periferia toda Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Há 7 anos atrás, morria o vocalista e líder de uma das mais influentes bandas da história do Rock. Esse post é em homenagem ao Joey. Quem não gosta de Ramones, bom sujeito não é!
Po, acho que só faltava eu falar do assunto mais comentado no momento. É, realmente o tal do créu causou uma polêmica monstra, mas, será mesmo que o "bicho" é tão feio assim? Sim, obviamente o bixo é tão feio assim. O que eu não entendo é o estardalhaço todo feito em cima do assunto. O povo já devia estar acostumado com isso, não? Afinal, entre "popozudas", "tchutchucas" e outra infinidade de nomenclaturas de conotação pornográfica que o funk nos oferece, nós temos outras N demostrações de exposição sexual na sociedade.
Como se esquecer das dançarinas e seus shortinhos "intra-uterinos" ralando na boquinha da garrafa? E das novelas das 9, que apresentam cenas de sexo, strip tease, entre outras. Usar o argumento de que as novelas são em um horário em que as crianças já não estão mais assistindo tv e, ainda, colocar a tal da classificação indicativa, pra mim, não resolve nada. Até porque as banheiras do Gugu estão ai pra mostrar pras crianças de todo o Brasil como é legal empinar a bunda com uma calcinha enfiada nela e mostrar em rede nacional suas "qualidades".
A erotização infantil também é outro ponto crucial. As pessoas que hoje fazem e dançam o tal do "créu" na tv, pro país inteiro ver, são as mesmas que no final da década de 80 eram os baixinhos da tal rainha. Que, depois, assistiam à Mavilha, adoravam ver a pinta na coxa e achar onde estão os dedinhos.
Pois é, e a culpa toda é do carinha que canta o créu. Eu acharia ótimo se essa estranha "revolta" fosse realmente verdadeira. Se fosse fruto da indignação das pessoas com a qualidade discutível do que os veículos de massa nos oferecem. Mas, infelizmente, não é assim que funciona. Isso tem cheiro de hipocrisia no ar. É daquele tipo que critica os outros por assistirem ao Big Brother, mas chega em casa doidinho pra votar no próximo paredão.
A bem da verdade é que a bunda do povo já tá treinada na velocidade 5, mas a cabeça ainda se arrasta na primeira, bem devagarzinho!
Porque fazia tempo que eu não colocava nada que não fosse texto aqui. Porque
o que essa mulher canta é brincadeira e, principalmente, porque essa música é
DUCA!!!
Não vou fazer resenha do show do Ozzy Osbourne. Em uma breve pesquisa na internet, você encontra isso à rodo. Às vezes, até muito melhores do que eu poderia fazer. O que quero escrever é sobre as músicas desse sexagenário completamente maluco. Sim, o Ozzy é maluco. Isso todo mundo sabe. Ele, inclusive, nunca fez questão de negar tal fato. Mas será mesmo que é só isso? O preconceito que muita gente tem simplesmente ao ver aquele monte de cabeludo vestido de preto que dorme da fila do show de um artista que nem fala a língua deles, muitas vezes, mascara as qualidades do cantor. Tá, tudo bem. Ele tem letras de temática ocultista, satanista e o raio que o parta, principalmente da época do Black Sabbath, mas existe muito mais em suas letras. Elas mostram, entre outras coisas, que dá pra falar dos mais diversos sentimentossem abrir mão de solos de guitarra, linhas baixo bem trabalhadas e o peso da bateria.
Here for you
Ozzy Osbourne/Zakk Wyld/Kevin Churko
I remember all the good times Sometimes I'd wonder would it last I used to dream about the future. But now the future is the past.
I don't wanna live in yesterday, Cross my heart until I die Don't wanna know just what tomorrow may bring, Because today has just begun, No matter whatever else I've ever done I'm here for you, I'm here for you.
So now I sit here and I wonder, What ever happened to my friends? Too many bought a one way ticket But I'll be with you 'till the end
I don't wanna live in yesterday, Cross my heart until I die Don't wanna know just what tomorrow may bring, Because today has just begun, No matter whatever else I've ever done I'm here for you.
You're my religion, you're my reason to live. You are the heaven in my hell We've been together for a long long time And I just can't live without you No matter what you do I'm here for you.
I don't wanna live in yesterday, Cross my heart until I die Don't wanna know just what tomorrow may bring, Because today has just begun, No matter whatever else I've ever done I'm here for you. I'm here for you. I'm here for you.
Até que enfim tive tempo de fazer esse post. Bom, muitos, dos menos aos mais renomados compositores, escreveram letras sobre a complexidade de expressar o sentimento de amar. Realmente, essa é uma sensação dificílima de ser transmitida em palavras. Contudo, eu acho que um outro sentimento é ainda mais difícil de ser traduzido, mas, ao contrário do amor, não precisa de qualquer explicação: a Felicidade!
Muitos não sabem se o que sentem é o ou não amor. Não sabem se já amaram, ou se aquele friozinho na barriga é só um gostar mais forte, coisa momentânea. Mas felicidade não precisa de descrição. Todo mundo sabe o que é ser feliz. Nem que seja por um breve momento. Por uma coisa que acontece e que você sempre esperou.
Esse sentimento foi o que eu tive no último sábado (05/04/08) ao ver o Korn. Para muitos, uma banda irrelevante. Para muitos, um show sem graça. Para muitos, músicas que não dizem muita coisa. Mas o choro quase infantil que não consegui segurar durante a apresentação, traduz o quanto essa banda foi importante na minha formação e o quanto sou grato a ela. Aproveite a vida!
Got the life
Korn
Hate, something, sometime, someway, something kick off the floor for... Mine? Something, inside. I'll never ever follow. So give.. me.. some.. thing.. that.. is.. for.. real. I'll never ever follow.
Get your boogie on... Get your boogie on...
Hate, something, someway, each day, feeling ripped off again. NO! Why? This shit inside. Now everyone will follow. So give.. me.. noth.. ing.. just.. feel. And now this shit will follow.
God paged me, you'll never see the light, who wants to see? God told me, I've already got the life, oh I see... God paged me, you'll never see the light , who wants to see? God told me, I've already got the life, oh I see...
Each day I can feel it swallow, inside something took from me. I don't feel your deathly ways. Each day i feel so hollow, inside I was beating me, You will never see, so come dance with me.
Dance with me Rumbiddieboo Rum bada boo rum ba bedo rum bada boo,Me! God pains me, he'll never see the lie, he wants to see. God told me, I've already got the life, oh I see... God pains me, he'll never see the lie, who wants to see. God told me, I've already got the life, oh I see...
A intenção de hoje era escrever um texto sobre amor. Não sei, ando meio sentimental, até em exagero pro meu gosto. Mas, por uma inspiração fortuita, vou escrever sobre uma outra coisa, que, ainda assim, não deixa de ser uma forma de amor, de paixão, ou de sei lá como você queira denominar.
São Paulo, a grande metrópole em que vivo, recheada de ponta a ponta com todos os problemas sociais que envolvem qualquer grande cidade, sempre exerceu fascinação sobre mim. Desde pequeno, gosto não só da cidade, mas do estado de São Paulo como um todo. Nunca fiz questão de esconder de ninguém meu lado separatista, mas essa não é uma discussão para agora. Aqui, pretendo, apenas, exaltar o meu amor por São Paulo, que, mesmo com todos os problemas que enfrenta, continua a ser motivo de orgulho. Como diria a letra de Tom Zé, "São, São Paulo", "Porém com todo defeito/Te carrego no meu peito". Viva São Paulo!
Po, agora é sério. Eu tenho comentado isso com tanta freqüência entre os meus amigos e familiares, que resolvi escrever um post sobre isso aqui no blog. A situação do mundo está ficando insustentável! Não cabe mais gente nos grandes centros urbanos. E eu não estou brincando.
Embora eu possa estar sendo visto como louco nesse momento, justifico minha afirmação com vários acontecimentos das últimas semanas. Enquanto há 6, 7 anos nós discutíamos congestionamentos de 80 quilômetros achando tudo isso um grande absurdo, hoje, recordes sobre recordes são batidos com engarrafamentos de mais de 200 quilômetros. O metrô, reconhecidamente um exemplo em agilidade e eficiência, vem, nos últimos tempos, enfrentando seguidos problemas técnicos, muito em função do acúmulo de passageiros em suas plataformas nas já conhecidas "horas do rush". Eu que uso esse meio de transporte quase todos os dias posso assegurar que a situação é quase caótica. Como se não bastasse tudo isso, onde quer que você vá, seja shopping, supermercado, cinema, parque, bar, buteco, restaurante, zoológico, o que for, repare: está sempre lotado! A hora que for. E o que caracteriza quase integralmente toda essa multidão? Só consigo responder a essa pergunta de um jeito: a pressa! Todo mundo anda sempre muito apressado. Levanta cedo para ir ao trabalho, almoça correndo para aproveitar à sua maneira os poucos minutos do almoço (que parecem, insistentemente, andar mais rápido nesse período), saem, já cansados, de novo apressados para a faculdade e, já tarde da noite, finalmente retornam aos seus lares para, no dia seguinte, repetir tudo outra vez. Os horários e destinos se alteram em muitos casos, mas o ritmo frenético é quase sempre o mesmo. Note, eu fico cansado só de escrever, não sei como aguentamos isso todo santo dia.
E, como não poderia deixar de ser, relaciono esse momento a uma música. Gravada pela primeira vez no início da década de 80, quando Leoni ainda fazia parte do Kid Abelha, "Nada tanto assim" me soa estranhamente familiar e atual. É só impressão?
Nada tanto assim Leoni / Bruno Fortunato
Só tenho tempo pras manchetes no metrô E o que acontece na novela Alguém me conta no corredor Escolho os filmes que eu não vejo no elevador Pelas estrelas que eu encontro Na crítica do leitor Eu tenho pressa E tanta coisa me interessa Mas nada tanto assim Eu tenho pressa E tanta coisa me interessa Mas nada tanto assim Só me concentro em apostilas Coisa tão normal Leio os roteiros de viagem Enquanto rola o comercial Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal Eu tenho pressa E tanta coisa me interessa Mas nada tanto assim Eu tenho pressa E tanta coisa me interessa
Eu percebi uma coisa interessante. A maioria dos textos desse blog surgiu de discussões que eu tive com amigos. Agora, após mais uma delas, vou escrever sobre um tema que eu já pensava faz tempo, mas sempre acabava esquecendo de fazer o texto. Confundir Hip-Hop com Rap é um fato bem comum. Para quem ainda não sabe, o Hip-Hop é um movimento cultural, que surgiu como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana. Quatro elementos básicos compõem esta cultura de rua: o Break, o Grafite, o MC e o DJ. Já o Rap, é a música especificamente falando.
Eu, particularmente, não gosto do Rap estadunidense. Nem do Rap internacional de uma forma geral. O contexto social que ele retrata é muito distante do que vivemos no país, portanto, não diz muito para mim, ainda mais depois que ele virou essa massificação de conotações sexuais e sem sentido. Já o Rap nacional é admirável. O Brasil figura entre os países mais desiguais do mundo. Se não me engano, é o terceiro de baixo pra cima na lista. Essa desigualdade reflete em tudo, absolutamente tudo que compõe a sociedade em que vivemos. E na música não seria diferente. Gente como MV Bill, Mano Brown e Thaíde, já defende a muito tempo os direitos das classes baixas da população. O trabalho destes artistas, carregado de crítica social, torna-se inconveniente para os mais abastados, para os quais a situação é de extremo conforto. A mídia grande, por sua vez, tentou, como havia feito com o punk e outros movimentos que surgiam com protestos da juventude anteriormente, transformar o Rap em "moda". Mas, felizmente, e muito em virtude da resistência brava e corajosa de Mano Brown, não conseguiu. Brown nega qualquer convite para participar de programas de televisão, tendo sido visto tão poucas vezes que dá pra contar em uma das mãos. Muitas das atitudes tomadas por integrantes do movimento são tidas como extremistas e, até certo ponto, violentas. Mas, só que é ou conhece muito de perto a realidade da periferia, pode saber o quanto é difícil nascer pobre e negro em um país tão desigual e que carrega o preconceito arraigado em suas entranhas como é o Brasil. Não que eu esteja defendendo a violência. Mas, aqui, pretendo propor o debate afim de explicitar quem é realmente o violento, o marginal e o extremista.
Todo mundo passa por momentos de dúvida. E esses momentos são bem comuns. Às vezes, até mais comuns do que gostaríamos que fossem. Quando, inesperadamente, vêm e vão perguntas e mais perguntas na nossa cabeça, queremos saber se o caminho que escolhemos é realmente o correto, e se devemos fazer o que manda o cérebro, ou se o melhor é ouvir o coração. E a vida, durante toda a sua trajetória, vai se confirmando cada vez mais como esse mar de incertezas.
Em um momento como esses, penso na letra escrita pelo Jorge Ben Jor que, pra mim, diz tudo o que há pra dizer sobre as dúvidas, as vontades, os valores, os planos, as expectativas e as pressões que sofremos de todos os lados sem saber se conseguiremos aguentá-las. Pra quem tem dúvidas e quer saber qual é a melhor das escolhas, "Porque é proibido pisar na grama". Viva a liberdade de poder pisar na grama.
Acordei com uma vontade de saber como eu ia
E como ia meu mundo
Descobri que além de ser um anjo eu tenho cinco inimigos
Bom, fazia um tempinho que eu não postava nada aqui, então, em uma hora de extrema ociosidade, resolvi escrever um texto que eu tinha em mente e não tinha tempo ou vontade de fazer. Assim sendo, Ei-lo!
Música, obviamente, é um assunto que eu gosto, por isso foi o tema escolhido para o blog. Portanto, por gostar deste assunto, por vezes me vejo entrando em discussões intermináveis sobre o tema. Em quase todas (pra não dizer em todas) soa no ar a palavra "Eclético". Sou, constantemente, taxado de preconceituoso, devido à minha suposta falta do tão pronunciado Ecletismo.
Mas o que seria Ecletismo? A palavra, segundo o dicionário, meu grande companheiro, vem do grego eklektismós e tem alguns significados, mas só um que se aproxima substancialmente da "nossa discussão": Hábito ou liberdade de escolher o que se julga melhor, na política, nas artes etc.. Dessa forma, o "ser" que é Eclético, suponho, tem a liberdade de escolher o que julga melhor nas artes, incluindo a música. Confesso, sinceramente, não foi muito difícil estabelecer essa linha de raciocínio e, tenho certeza, qualquer um que use um pouquinho que seja do cérebro consegue fazê-lo sem maiores problemas.
Concluindo rapidamente, essa definição afasta em definitivo o conceito de que eclético é aquele que ouve de tudo. Aliás, essa frase é bem ambígua, afinal, mesmo sendo taxado de preconceituoso, eu ouço de tudo. Prova maior é este blog, que já teve textos sobre samba, rock nacional e internacional, jazz, música erudita, entre outros estilos. O grande problema é que, na maioria das vezes, a frase "ouvir de tudo" é entendida como "ouvir qualquer coisa". Na boa, não sou obrigado a consumir todo lixo que jogam no meu colo (ou nos meus ouvidos) através do rádio e da televisão. Veja bem, não estou falando que não tenha nada que preste e que toque nesses programas (embora essa combinação seja raríssima), nem que sou um tipo de maluco fanático alucinado contra o sistema que vai buscar suas influências na música Transcaucasiana do século XVI, mas, definitivamente, o meu gosto não bate com o do Faustão!
Assim sendo, este texto, embora pareça bem mais estúpido do que realmente é, foi a maneira que eu encontrei de defender a liberdade de expressão, que inclui a crítica. Se eu não gosto de algo, estou mais do que no direito de criticá-lo, ainda mais se o fizer com fundamento. Portanto, o meu pedido não entra nem no mérito de respeitar ou não o gosto musical alheio (isso é tema para outra discussão), e sim em deixar que cada um ouça o que gosta e o que lhe faz bem.
Desde que o show do Brujeria foi anunciado, uma sensação de efuria sem igual me tomou por completo. Isso porque, em 2004, quando eles passaram a primeira vez por aqui, não pude ir ao show, o que era uma grande frustração até então.
O Brujeria (derivado de uma palavra espanhola que significa Bruxaria) é um projeto paralelo de vários músicos de bandas conhecidas, que se fazem passar por chefões do narcotráfico mexicano, por isso, tocam com panos no rosto afim de esconder suas identidades. As músicas são cantadas em espanhol e, na verdade, são uma grande mistura de deathmetal, grindcore e até umas batidas de hip hop. As temáticas da banda giram em torno de satanismo, o já citado narcotráfico, política e imigração.
Marcado para as 18:00h do sábado dia 8/12, o show tinha um ar de matiné, mas acabou sendo aprovado pois muitos ali dependiam do metrô e puderam seguir tranquilamente para suas casas. O local escolhido foi o Inferno, na rua Agusta, que eu descobriria mais tarde porque tinha esse nome.
A banda de abertura foi o Claustrofobia, de São Paulo. Não posso falar muito sobre este show porque não o assisti, mas conheço a banda de outras apresentações e sei da qualidade dos músicos. Eles fazem um thrash metal bem acelerado e empolgante.
Faltando 5 minutos pras 21:00h, finalmente, pude ver entrando no palco Juan Brujo e Fantasma, nos vocais;Shane Embury (Napalm Death), na guitarra; Jeff Walker (Carcass), no baixo; e Adrian Erlandson (Cradle of Filth/At the Gates), na bateria.
Após a introdução “Verga Del Brujo”, começou a destruidora “Brujerismo”. Não podia haver começo melhor.As rodas automaticamente se abriam em todos os cantos da casa, que estava lotada. Contudo, um ponto negativo começou a ser notado, e aqui descobri porque a casa chama Inferno. O calor passou a tornar-se quase insuportável. Não raro pessoas eram vistas sendo carregadas para a porta desmaidas.
Os músicos, inclusive, estavam visivelmente sofrendo como calor, mas, de maneira extremamente profissional, continuaram a executar clássicos do porte de “Colas de Rata”, “Marcha de Ódio”, “Anti-Castro” e “Revolución”.
O público, extasiado, cantava frase à frase as músicas que eram executadas com perfeição. Após a dupla “La Migra” e “Raza Odiada”, o guitarrista Shane Embury começou a passar mal devido ao calor intenso, então uma pausa de 10 minutos foi anunciada. O público, que também já estava quase no limite das forças aproveitou esse tempo pra respirar, tomar uma água e esperar o final que prometia ser destruidor. E foi!
Nem 5 minutos depois eles retornaram ao palco e emendaram “Divisior Del Norte” e a clássica “Matando Güeros”, com direito ao facão de Juan Brujo sendo agitado de lá pra cá.
A personalidade e o profissionalismo desses músicos devem ser ressaltados, mas, acima de tudo, o som que eles fazem, recheado de crítica, principalmente às políticas imperialistas dos estadunidenses.
Como diria um amigo meu, viva a violência sonora! E como diria o Brujeria, Viva Zapata, Viva Chiapas, Viva Mexico, Viva la revolución!
Ao ler uma matéria da edição de novembro da revista Caros Amigos, assinada pelo jornalista Mylton Severiano, acabei por tomar consciência de uma injustiça gravíssima, cometida contra uma figura das mais talentosas que a música brasileira já viu. Eu me refiro a Osvaldo de Almeida Gogliano, o Vadico, um dos parceiros mais constantes do sambista carioca Noel Rosa, mas que não leva, nem de longe, a fama de seu parceiro mais ilustre.
Vadico nasceu em São Paulo, no Brás. Aos 16 anos começou a estudar música e, dois anos mais tarde, largou o emprego de datilógrafo e foi tocar piano profissionalmente num hotel fino em Poços de Calda, Minas Gerais. Nesse mesmo ano, ganhou seu primeiro concurso, com a marcha “Isso Mesmo É que Eu Quero”.Aos 21 anos decidiu dedicar-se somente à música e partiu em direção ao Rio de Janeiro.
O primeiro encontro com Noel aconteceu em 1932, nos estúdios da Odeon, onde Vadico sentou-se ao piano e apresentou um samba ao novo amigo. Dois dias depois, Noel voltou com a letra de “Feitio de Oração”, primeira composição conjunta dos dois. A partir daí surgiram parcerias memoráveis como "Feitiço da Vila", "Pra que Mentir", "Conversa de Botequim", "Cem Mil Réis", "Provei", "Tarzã, o Filho do Alfaiate", "Mais um Samba Popular", "Quantos Beijos" e "Só Pode Ser Você". Vadico compôs também com Marino Pinto sucessos como "Prece" e "Súplica", além de, com Vinicius de Moraes, "Sempre a Esperar".
Não cabe aqui contar toda a trajetória desse paulistano que atravessou o mundo com o seu samba. Só achei que devia dedicar um post a Vadico que, desde 1962, ano em que morreu, sofre com essa baita injustiça. Para constatar a beleza musical do samba produzido por esse casamento de genialidades, segue o vídeo de “Feitio de Oração”, interpretado por Maria Rita no “Som Brasil” em homenagem a Noel Rosa.
A internet se fortalece cada vez mais como veículo de comunicação de massa. E cada vez mais adquire credibilidade perante os internautas. Pesquisas recentes, divulgadas pelos site do comunique-se, indicam que ela já passou os jornais impressos na confiança depositada pelos receptores da informação. Isso se deve muito às diversas formas de passar a notícia que a web oferece. Os mesmos fatos são tratados em portais de agências de notícia, de jornais, de revistas, blogs, fóruns e, para a surpresa de muitos, pelo orkut.
Eu já tinha notado esse fato há um tempo. Eu mesmo mantenho minha página do orkut muito em função desse fato. É obvio que comunicar-se com os amigos é legal, reencontrar gente do passado, conhecer pessoas novas. Mas a troca informal de informação, por mais contraditório que isso pareça, é o que mais me atrai no orkut.
Já procurei diversas informações nesta ferramenta de "relacionamentos". Das mais relevantes às menos relevantes. Já me informei desde como mexer e descobrir novas funções no meu celular novo até como seria um exame de rim. Mas, tratemos do assunto principal deste blog: Música.
São inúmeras as comunidades que tratam sobre o tema no orkut. E, por sinal, é muito difícil achar o perfil de alguém que não faça parte de nenhuma relacionada ao assunto. Seja ela de um artista, uma banda, um estilo, um instrumento ou uma música em específico.
Talvez as mais freqüentadas sejam as de troca de arquivos e dicas de downloads. Embora essa ainda seja uma prática ilegal, é extremamente comum por toda a internet. A melhor comunidade que eu conheço sobre o assunto é a "Discografias", que conta com quase meio milhão de membros e propõe-se a divulgar, se não completa, parcialmente a discografia de um artista, banda, grupo, etc., dos mais variados estilos.
As comunidades de gêneros musicais também fazem sucesso entre os internautas que navegam pelo orkut. De todas que conheço, destaco a comunidade de "MPB", na qual os membros participam ativa e constantemente, postando quase que diariamente dicas de shows, lançamentos de CD's e DVD's e novos artistas talentosos que ainda são desconhecidos.
Muitas casas de show, bares e baladas também estão começando a ver o orkut como um veículo importante nesse novo mundo da comunicação e passaram a se comunicar com seus freqüentadores muito mais diretamente do que faziam através de seus websites. E o público também gosta muito mais disso porque há uma interação na divulgação da notícia. As pessoas dão opiniões sobre as bandas que tocarão, se mobilizam para irem juntas aos eventos, etc.. Um bom exemplo é a comunidade do Blackmore Rock Bar, que fica em Moema, São Paulo.
E, como não poderia deixar de ser, as dicas pra quem toca algum instrumento, ou está começando a tocar, são extremamente abundantes. Não só dicas sobre marcas, modelos, indicações, aulas; mas, também, ensinamentos de teoria musical, partituras, escalas harmônicas, técnica e tudo mais que alguém procurar.
Essas facilidades, juntamente com o atrativo de poder participar ativamente da noticia, fazem com que o orkut torne-se, mesmo que muitas vezes quase imperceptivelmente, um novo e poderoso veículo de comunicação.